É comum encontrar circulando no rádio, na TV, nas revistas, nos
jornais, temas polêmicos que exigem uma posição por parte dos ouvintes,
espectadores e leitores, por isso, o autor geralmente apresenta seu
ponto de vista sobre o tema em questão através do artigo de opinião.
É importante estar preparado para produzir esse tipo de texto, pois em
algum momento poderão surgir oportunidades ou necessidades de expor
ideias pessoais através da escrita.
Nos gêneros argumentativos, o autor geralmente tem a intenção de
convencer seus interlocutores e, para isso, precisa apresentar bons
argumentos, que consistem em verdades e opiniões.
O artigo de opinião é fundamentado em impressões pessoais do autor do texto e, por isso, são fáceis de contestar.
Para produzir um bom artigo de opinião é aconselhável seguir algumas orientações. Observe:
a) Após a leitura de vários pontos de vista, anote num papel os
argumentos que mais lhe agradam, eles podem ser úteis para fundamentar
o ponto de vista que você irá desenvolver.
b) Ao compor seu texto, leve em consideração o interlocutor: quem irá
ler a sua produção. A linguagem deve ser adequada ao gênero e ao perfil
do público leitor.
c) Escolha os argumentos, entre os que anotou, que podem fundamentar a
ideia principal do texto de modo mais consciente, e desenvolva-os.
d) Pense num enunciado capaz de expressar a ideia principal que pretende defender.
e) Pense na melhor forma possível de concluir seu texto: retome o que
foi exposto, ou confirme a ideia principal, ou faça uma citação de
algum escritor ou alguém importante na área relativa ao tema debatido.
f) Crie um título que desperte o interesse e a curiosidade do leitor.
g) Formate seu texto em colunas e coloque entre elas uma chamada (um importante e pequeno trecho do seu texto).
h) Após o término do texto, releia e observe se nele você se posiciona
claramente sobre o tema; se a ideia está fundamentada em argumentos
fortes e se estão bem desenvolvidos; se a linguagem está adequada ao
gênero; se o texto apresenta título e se é convidativo e, por fim,
observe se o texto como um todo é persuasivo.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Guia Prático da Nova Ortografia
Esteja
atento às alterações previstas pelo Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa. A partir de 2009, as novas regras linguísticas entrarão em
vigor oficialmente.
1 - ACENTO AGUDO
|
O acento agudo desaparecerá em três casos:
a) Nos ditongos (encontros de duas vogais proferidas em uma só sílaba) abertos ei e oi das palavras paroxítonas (aquelas cuja sílaba pronunciada com mais intensidade é a penúltima).
Exemplos:
idéia
-> ideia
|
geléia -> geleia |
bóia -> boia
|
jibóia -> jiboia |
Mais exemplos: alcaloide,
alcateia, apoio, assembleia, asteroide, celuloide, colmeia, Coreia,
epopeia, estreia, heroico, joia, odisseia, onomatopeia, paranoia,
plateia, proteico, etc.
Atenção: essa
regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam
sendo acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói,
óis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus, chapéu, chapéus,
anéis, dói, céu, ilhéu.
Exemplos:
| |
|
|
papéis
|
chapéus
|
troféu
|
b) Nas palavras paroxítonas com i e u tônicos formando hiato (sequência de duas vogais que pertencem a sílabas diferentes), quando vierem após um ditongo. Veja:
| baiúca -> baiuca |
| bocaiúva -> bocaiuva |
| saiínha -> saiinha |
| Taoísmo -> Taoismo |
Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou
seguidos de s), o acento permanece.
Exemplos: tuiuiú, Piauí.
seguidos de s), o acento permanece.
Exemplos: tuiuiú, Piauí.
c) Nas formas verbais que possuem o u tônico precedido das letras g ou q e seguido de e ou i. Esses casos ocorrem apenas nas formas verbais de arguir e redarguir. Observe:
| argúis -> arguis |
| argúem -> arguem |
| redargúis -> redarguis |
| redargúem -> redarguem |
Reforma Ortográfica
Acentuação dos ditongos das palavras paroxítonas
Some o acento dos ditongos (quando há duas vogais na mesma sílaba) abertos éi e ói das palavras paroxítonas (as que têm a penúltima sílaba mais forte):
| idéia | ideia |
| bóia | boia |
| asteróide | asteroide |
| Coréia | Coreia |
| platéia | plateia |
| assembléia | assembleia |
| heróico | heroico |
| estréia | estreia |
| paranóia | paranoia |
| Européia | Europeia |
| apóio | apoio |
| jibóia | jiboia |
| jóia | joia |
ATENÇÃO! As palavras oxítonas como herói, papéis, troféu mantêm o acento.
domingo, 23 de setembro de 2012
Tipos de linguagem
É a capacidade que possuímos de expressar nossos pensamentos, ideias, opiniões e sentimentos. A Linguagem está relacionada a fenômenos comunicativos; onde há comunicação, há linguagem. Podemos usar inúmeros tipos de linguagens para estabelecermos atos de comunicação, tais como: sinais, símbolos, sons, gestos e regras com sinais convencionais (linguagem escrita e linguagem mímica, por exemplo). Num sentido mais genérico, a Linguagem pode ser classificada como qualquer sistema de sinais que se valem os indivíduos para comunicar-se.
Tipos de Linguagem:
A linguagem pode ser:
Verbal: a Linguagem Verbal é aquela que faz uso das palavras para comunicar algo.
A figura acima nos comunica sua mensagem através da linguagem verbal (usa palavras para transmitir a informação).
Não Verbal: é aquela que utiliza outros métodos de comunicação, que não são as palavras. Dentre elas estão a linguagem de sinais, as placas e sinais de trânsito, a linguagem corporal, uma figura, a expressão facial, um gesto, etc.
Essa figura faz uso apenas de imagens para comunicar o que representam.
Vícios de linguagem
Ao contrário das figuras de linguagem, que representam realce e beleza às mensagens emitidas, os vícios de linguagem são palavras ou construções que vão de encontro às normas gramaticais. Os vícios de linguagem costumam ocorrer por descuido, ou ainda por desconhecimento das regras por parte do emissor. Observe:
Pleonasmo Vicioso ou Redundância
Diferentemente do pleonasmo tradicional, tem-se pleonasmo vicioso quando há repetição desnecessária de uma informação na frase.
Exemplos:
Entrei para dentro de casa quando começou a anoitecer.
Hoje fizeram-me uma surpresa inesperada.
Encontraremos outra alternativa para esse problema.
Hoje fizeram-me uma surpresa inesperada.
Encontraremos outra alternativa para esse problema.
Observação: o pleonasmo é considerado vício de linguagem quando usado desnecessariamente, no entanto, quando usado para reforçar a mensagem, constitui uma figura de linguagem.
Barbarismo
É o desvio da norma que ocorre nos seguintes níveis:
1) Pronúncia
a) Silabada: erro na pronúncia do acento tônico.
Por Exemplo: Solicitei à cliente sua rúbrica. (rubrica)
b) Cacoépia: erro na pronúncia dos fonemas.
Por Exemplo: Estou com poblemas a resolver. (problemas)
c) Cacografia: erro na grafia ou na flexão de uma palavra.
Exemplos:
Eu advinhei quem ganharia o concurso. (adivinhei)
O segurança deteu aquele homem. (deteve)
O segurança deteu aquele homem. (deteve)
2) Morfologia
Exemplos:
Se eu ir aí, vou me atrasar. (for)
Sou a aluna mais maior da turma. (maior)
Sou a aluna mais maior da turma. (maior)
3) Semântica
Por Exemplo: José comprimentou seu vizinho ao sair de casa. (cumprimentou)
4) Estrangeirismos
Considera-se barbarismo o emprego desnecessário de palavras estrangeiras, ou seja, quando já existe palavra ou expressão correspondente na língua.
Exemplos:
O show é hoje! (espetáculo)
Vamos tomar um drink? (drinque)
Vamos tomar um drink? (drinque)
Solecismo
É o desvio de sintaxe, podendo ocorrer nos seguintes níveis:
1) Concordância
Por Exemplo: Haviam muitos alunos naquela sala. (Havia)
2) Regência
Por Exemplo: Eu assisti o filme em casa. (ao)
3) Colocação
Por Exemplo: Dancei tanto na festa que não aguentei-me em pé. (não me aguentei em pé)
Crônica: Teresa
Objetivo: Construir uma crônica, cuja personagem é Teresa.
Teresa
Me chamo Teresa, tenho 46 anos e 23 anos de profissão como professora. A cerca de 20 anos atrás aconteceu um fato nada corriqueiro em minha vida...
Eu trabalhava em uma escola onde só estudavam menino, e a sala em que eu regia, tinha 19 alunos, todos meninos. Era fantástico trabalhar naquele lugar, todos eram inteligentes, carinhosos, e acima de tudo me respeitavam. Era final de ano quando tudo aconteceu... ''Terceirão'', ano de formatura, de festa, mas nem tudo foi assim. Lembro-me bem daquela sexta-feira em que Rodrigo, um de meus alunos, veio até minha mesa, ajoelhou-se e disse com estas palavras: ''Você é muito importante para mim, obrigado por tudo. Onde quer que eu esteja, jamais vou me esquecer de você.'' Não liguei muito para o que ele havia me dito, apenas sorri e agradeci.
Nesta mesma sexta-feira todos os meus alunos foram comemora, pois na semana seguinte iria acontecer a tão sonhada formatura, mas Rodrigo não apareceu.
De madrugada, fui acordada pelo barulho do telefone, atendi, era um dos meninos, que estava em prantos, dando-me a notícia de que Rodrigo havia cometido o suicídio. Levei muito tempo para poder aceitar isso, só depois de alguns anos de terapia, consegui ir até seu túmulo e com raiva dizia palavras brutas. Até hoje não consigo entender se ele tinha problemas, porque não dividiu com seus amigos... Por maior que seja seu problema, sempre vai existir uma solução.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Mensagem Motivacional - Vídeo: Cirque du Soleil (Circo do Sol)
Trabalho em equipe
Há necessidade de:
. autonomia
. disciplina
. equilíbrio
. harmonia
. criatividade
. liderança
. expectativa
. superação
. aprendizado
. confiança
. determinação
. persistência
. motivação
Resultado:
SUCESSO!
Há necessidade de:
. autonomia
. disciplina
. equilíbrio
. harmonia
. criatividade
. liderança
. expectativa
. superação
. aprendizado
. confiança
. determinação
. persistência
. motivação
Resultado:
SUCESSO!
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Trabalho comunição
As comunicações são o centro gravitacional de
todas as atividades humanas. As
comunicações são como uma rua de duas mãos,e a tarefa de comunicar-se não
está concluída até que haja compreensão, aceitação e ação resultante. A
finalidade da comunicação é afetar comportamentos.
Saber Ouvir - Demonstre estar apto a
ouvir informações mesmo que desagradáveis e críticas, procurando vê-las
de forma construtiva. Escute, ouça atentamente, demonstrando interesse
pelo que está sendo apresentado, não interrompa desnecessariamente.
Examine
o ponto criticado - Seja humilde e examine o
ponto criticado para dar crédito às boas ideias e ao trabalho sincero. Ao receber críticas,
procure extrair os aspectos positivos e construtivos. Posteriormente
analise e estabeleça procedimentos de ajuste e/ou correções.
Evite
termos técnicos - Não use gírias e evite termos técnicos que
podem atrapalhar na comunicação, se for imprescindível o seu uso,
explique qual o significado dos termos usados. Você pode estar falando
com alguém que quer entender o que você está falando e não consegue,
provavelmente na próxima vez ele não o procurará. Use uma linguagem que
descreva a realidade.
Esclareça
suas ideias - Esclareça suas ideias antes de
transmiti-las, faça com que elas sejam precisas. Analise se as suas ideias
estão coerentes com o que se deseja transmitir.
Expresse
o seu interesse - Entre frequentemente em contato com as
pessoas e escute. Expresse seu interesse pelos seus problemas e escute.
Questione o interlocutor, peça detalhes.
Ações
X Informações - Demonstre que ações são tomadas baseadas
em informação, caso contrário o pessoal pensará que não valeu a pena o
tempo e o esforço despendidos para manter o fluxo de comunicação.
Execute suas ações com base nas informações adquiridas e validadas.
Suas
ações apoiam o que você diz? - Suas ações refletem o
que você pensa e diz para os outros.
Procure
ser objetivo-
Seja objetivo, não faça rodeios, mesmo que a mensagem seja o que as
pessoas não gostariam de ouvir.
Que
mensagem quero transmitir? - Trace qual é o objetivo
da mensagem, o que você deseja que os receptores da mensagem absorvam,
qual é o verdadeiro propósito da comunicação.
A
quem vou me dirigir? - Antes de transmitir alguma informação,
procure conhecer qual vai ser o público. A quem você quer afetar e qual
é o momento adequado. Se necessário, PREPARE-SE.
Consulte
outras pessoas-
Consulte outras pessoas para planejar as comunicações, peça opiniões,
lembre que aqueles que o ajudam a planejar, com certeza o apoiarão.
Como
transmitir? - Como você deve transmitir a sua mensagem,
esteja atento a sua tonalidade de voz, da receptividade de quem ouve,
bem como da linguagem que você irá utilizar.
Verifique
se foi entendido- Sempre verifique se você foi entendido,
faça perguntas, pergunte o que foi entendido e não se a pessoa entendeu.
Após transmitir a informação, faça perguntas como: O que você entendeu?
Você poderia repetir o que eu transmiti?
Suas ações - Esteja certo de suas
ações apoiam aquilo que você diz, lembre que ações falam mais alto do
que palavras.
Entendimento - Procure não só ser
compreendido como compreender, seja um bom ouvinte não só para os
significados explícitos, mas também para os implícitos.
Compartilhe - Compartilhe tanta
informação quanto for possível, isto trará ganhos para todos os
envolvidos. Na era do fax, computador e internet são inúmeras
as maneiras das pessoas se comunicarem de forma rápida e prática, para
qualquer canto do mundo.
Mas a principal dificuldade enfrentada não está em
como utilizar a tecnologia, uma vez que o domínio da informática é
praticamente total, e sim em se fazer entender claramente tanto na linguagem
falada como na escrita.
Estrutura de um texto:
Toda redação é composta por título, introdução,
desenvolvimento e conclusão.
Na introdução , procura-se despertar no
leitor o desejo de ler. Isso pode ser feito adiantando-se os principais
pontos que serão tratados nos texto. Lembre: tudo que for afirmado na
introdução deverá ser desenvolvido, com argumentos concretos, no corpo de
texto.
O desenvolvimento consiste em ordenar
progressivamente os dados, opiniões, aspectos que o tema envolve, e
fundamentá-los por meio de razões, exemplos e provas. Cada ideia deve ser
desenvolvida em parágrafos diferentes.
A conclusão é a parte final da redação e
deve encerrar, coerentemente, uma síntese clara da posição assumida. Ela deve
se adequar à introdução e ser fecho para o desenvolvimento.
|
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domingo, 2 de setembro de 2012
A última crônica - Fernando Sabino
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome. Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês.
O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.
Crônica
Crônica é uma narração, segundo a ordem temporal. O termo é atribuído, por exemplo, aos noticiários dos jornais, comentários literários ou cientificos, que preenchem periodicamente as páginas de um jornal.
Crônica é o único gênero literário produzido essencialmente para ser veiculado na imprensa, seja nas páginas de uma revista, seja nas de um jornal. Quer dizer, ela é feita com uma finalidade utilitária e pré-determinada: agradar aos leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma localização, criando-se assim, no transcurso dos dias ou das semanas, uma familiaridade entre o escritor e aqueles que o lêem.
Características:
A crônica é, primordialmente, um texto escrito para ser publicado no jornal. Assim o fato de ser publicada no jornal já lhe determina vida curta, pois à crônica de hoje seguem-se muitas outras nas próximas edições. Há semelhanças entre a crônica e o texto exclusivamente informativo. Assim como o repórter, o cronista se inspira nos acontecimentos diários, que constituem a base da crônica. Entretanto, há elementos que distinguem um texto do outro. Após cercar-se desses acontecimentos diários, o cronista dá-lhes um toque próprio, incluindo em seu texto elementos como ficção, fantasia e criticismo, elementos que o texto essencialmente informativo não contém. Com base nisso, pode-se dizer que a crônica situa-se entre o Jornalismo e a Literatura, e o cronista pode ser considerado o poeta dos acontecimentos do dia-a-dia. A crônica, na maioria dos casos, é um texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor está "dialogando" com o leitor.
Crônica é o único gênero literário produzido essencialmente para ser veiculado na imprensa, seja nas páginas de uma revista, seja nas de um jornal. Quer dizer, ela é feita com uma finalidade utilitária e pré-determinada: agradar aos leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma localização, criando-se assim, no transcurso dos dias ou das semanas, uma familiaridade entre o escritor e aqueles que o lêem.
Características:
A crônica é, primordialmente, um texto escrito para ser publicado no jornal. Assim o fato de ser publicada no jornal já lhe determina vida curta, pois à crônica de hoje seguem-se muitas outras nas próximas edições. Há semelhanças entre a crônica e o texto exclusivamente informativo. Assim como o repórter, o cronista se inspira nos acontecimentos diários, que constituem a base da crônica. Entretanto, há elementos que distinguem um texto do outro. Após cercar-se desses acontecimentos diários, o cronista dá-lhes um toque próprio, incluindo em seu texto elementos como ficção, fantasia e criticismo, elementos que o texto essencialmente informativo não contém. Com base nisso, pode-se dizer que a crônica situa-se entre o Jornalismo e a Literatura, e o cronista pode ser considerado o poeta dos acontecimentos do dia-a-dia. A crônica, na maioria dos casos, é um texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor está "dialogando" com o leitor.
domingo, 12 de agosto de 2012
Frase
Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. CL
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